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Eletrônica Hobby
 
   
 
     
 


Conselhos para quem quer se tornar um entusiasta
eletrônico, na área de áudio analógico. -
Parte 4

 
  Este texto é para as pessoas do bem, honestas. Pessoas inteligentes que jamais copiam o trabalho alheio e, de forma alguma incomodam o próximo com barulho ou qualquer outra forma de poluição. Pessoas que respeitam o meio ambiente, que gostam de música de qualidade e atividades saudáveis. Pessoas que sonham ou um dia sonharam com um mundo agradável para se viver e, no fundo do coração, ainda têm a esperança desse horizonte vir a existir.  
 



Se você foi direcionado para esta quarta parte do texto, sem ter lido as anteriores, a leitura destas é recomendável para melhor compreensão do tema.

 
  Parte 1 Introdução; Conselhos iniciais; Como estudar eletrônica.  
  Parte 2 Instrumentos: Introdução acerca de instrumentos básicos para o hobista e entusiasta.  
  Parte 3 Multímetros: Considerações gerais sobre multímetros e exemplos de multímetros analógicos.  
   
 
Multímetros Digitais (DMM):
 
     
     
     
 
 

Na parte anterior foram comentadas algumas particularidades dos multímetros analógicos e digitais. Veremos agora exemplos de multímetros digitais e conselhos simples que podem auxiliar em uma escolha mais acertada. Os critérios são os já comentados na Parte –3.

Há ampla variedade de multímetros digitais, tanto de bancada quanto portáteis. Sendo estes últimos também conhecidos como multímetros de mão. Em geral os de bancada são mais sofisticados e precisos, mas também mais caros. Os multímetros de bancada de “baixo custo” costumam ser de qualidade questionável e de forma alguma podem ser recomendados. Neste momento, para os digitais, a escolha mais atraente e acertada será um multímetro de mão (HHDMM). Ademais, são mais seguros por estarem totalmente isolados da rede elétrica.

 
 
 

 

Qualquer um que goste de eletrônica, seja hobista, entusiasta ou profissional, sempre optará por instrumentos verdadeiros.

 
 

Recomendações gerais:

Acautele-se com multímetros digitais e outros instrumentos que prometem fazer quase tudo. Exemplificando: Há multímetros que além das grandezas tradicionalmente encontradas nestes, “medem”: indutância, pressão sonora, umidade relativa do ar, intensidade de luz, etc. Isso pode ser atraente aos menos experientes, mas como bem sabemos, aparelhos que tentam fazer de tudo, não fazem nada corretamente. Multímetros não fogem à regra.

Alguns multímetros, relativamente acessíveis, trazem a função de medição de indutância, no entanto, todos os que testei não funcionam corretamente nesta função e alguns nem funcionam. Até a medição de capacitância é repreensível em grande parte dos aparelhos menos elaborados.

 
  Tenha precaução com “recursos” como, conexão por bluetooth, tela sensível ao toque ou outros modernismos e modismos. Eles encarecem os produtos e alguns interferem nos circuitos em análise, bem como em outros instrumentos. Assim sendo, evite aparelhos com tais apelos de vendas, que atrapalham o trabalho. Não tendo utilidade para aplicações em bancadas de áudio.  
     
  Também não adquira multímetros que prometem substituir osciloscópios. Alguns são anunciados como ScopeMeters. Há de se ressaltar que ScopeMeter é marca registrada da Fluke, aplicável a diversos produtos da empresa (geralmente osciloscópios portáteis de campo). Mas, tem sido usada para designar “multímetros combinados com osciloscópios” ou “multímetros gráficos” de “fabricantes” oportunistas.  
     
  Nenhum multímetro “barato” atende aos padrões de segurança definidos pela IEC. Por este motivo, jamais devem ser usados em ambientes industriais ou ligados diretamente a rede elétrica domiciliar.  
     
  Medidores portáteis, em especial os "baratos”, que não possuem seletor mecânico ou relés costumam ter baixa confiabilidade e segurança. Além disso, mantenha distância de pretensos instrumentos, quase sempre de origens suspeitas, dedicados às pessoas inaptas. A exemplo daqueles pseudomultímetros cujos fabricantes os anunciam como “inteligentes”. Alguns têm apenas um botão e um par de bornes. Outros um conjunto de teclas para mudanças de funções, por vezes, através de menus. Além da baixa qualidade geral, usabilidade duvidosa e, segurança incerta, eles não foram feitos para você. Um hobista ou entusiasta sempre optará por instrumentos verdadeiros.  
     
  True RMS & AVG:  
  Para medições em tensão e corrente alternada, os multímetros com medição em True RMS são quase sempre considerados melhores que aqueles com medição AVG, de menor custo. E, isso é tão verdadeiro quanto. Alguns modelos possibilitam selecionar entre medições True RMS AC e True RMS AC+DC. A indicação True RMS, dentro de certos limites de frequências e fator de crista, permite medições bastante precisas, mesmo com formas de ondas não senoidais. Por outro lado, boa parte dos multímetros True RMS apresenta grandes erros de medição no início das faixas. Há fabricante que opta por manter a indicação em zero, até que a tensão ou corrente de entrada supere um determinado limite (3-5%), em que erro passa a ser aceitável. Esse tipo de escolha é questionável, visto que o instrumento indicará zero volt, mesmo havendo alguma tensão de entrada. Por este e outros motivos é preciso conhecer o instrumento com o qual se trabalha e interpretar corretamente o que se vê no display.  
     
  Multímetros com conversores AVG (resposta média) farão medições corretas e de forma direta somente de sinais senoidais. Para os demais a precisão será incerta. Com muito cuidado é possível efetuar medições mais precisas de formas de ondas não senoidais, aplicando o fator de correção apropriado, mas isso é quase impraticável, especialmente, quando o perfil da onda é complexo e quando os harmônicos estão além da capacidade de resposta do medidor. Não obstante, em teoria os conversores AVG podem ter maior largura de banda e, melhor linearidade e estabilidade no início da faixa, quando comparados aos “True RMS”. Apesar disso, por motivos comerciais vemos poucos fabricantes oferecendo multímetros digitais portáteis, do tipo AVG, com boa resposta de frequência (largura de banda).
É importante não confundir a "conversão AC/DC de resposta média (AVG)" com o recurso de média de variação (mínimo - máximo - média ou AVG) encontrado em muitos multímetros digitais, inclusive, nos equipados com conversores True RMS.
 
     
  Atualmente a conversão True RMS é encontrada até mesmo em instrumentos de baixa qualidade, na tentativa de valorizá-los. Multímetros True RMS de baixo custo têm estreita largura de banda e severa limitação quanto ao fator de crista, dentre outros defeitos. Por conseguinte é mais adequado um multímetro de melhor qualidade com medição AVG a um True RMS, de baixo custo, que não funcione adequadamente ou que seja inseguro.  
     
  A resposta de frequência de um multímetro True RMS atual também depende da amplitude do sinal. Pois, o método de conversão utilizado, na quase totalidade deles, somente atinge a largura de banda especificada quando o nível do sinal é alto o bastante para tal. Em verdade esse assunto é bem mais complexo, mas foge do propósito deste texto.  
     
  Pontas de prova:  
  As pontas de prova são quase tão importantes quanto o próprio multímetro. Algumas pontas são feitas de latão revestido com ouro ou níquel. Outras são feitas de aço inoxidável. Pontas douradas são ótimas para serviços delicados e precisos em bancada, onde se requer maior condutividade elétrica com menor pressão superficial. Já as pontas de aço inoxidável são mais duráveis e apropriadas para uso em campo, em razão de sua melhor resistência à deformação. Elas podem ser mais pontiagudas, possibilitando romper a camada de óxido presente em muitos metais, sem que sejam danificadas. Aquelas revestidas com níquel são as mais comuns e de menor custo.
As pontas de prova também têm papel importante na segurança. Por este motivo, devemos sempre trabalhar com pontas de prova de boa qualidade.
 
     
     
  Algumas características desejáveis em um multímetro:  
 
  • Melhor exatidão/precisão possível.
  • Excelente equilíbrio entre velocidade e estabilidade de leitura. Há modelos que permitem configurar diversos parâmetros, incluindo a taxa de atualização do mostrador.
  • Mostrador nítido e com bom ângulo de visão.
  • Conversão em decibels - em especial em dBV - para entusiastas.
  • Largura de banda maior que 40 Hz a 20 kHz - para entusiastas.
  • Opção de configurar os tempos para “desligamento automático” e “iluminação”.
  • Não emitir, Intencionalmente, sons ao pressionar teclas ou girar o seletor de funções.
    Alguns multímetros permitem desativar e alterar a tonalidade dos indicadores sonoros (a exemplo dos Keysight).
  • Tempo de resposta (auto range) inferior a:
    1 segundo ao medir tensões e correntes.
    2 segundos de infinito a zero ao medir resistência.
    1 milissegundo para o teste de continuidade.
  • Baixa tensão de carga.
  • Atender às normas de segurança.
  • Fácil limpeza. Gabinetes e botões emborrachados são prescindíveis para uso em bancada e, difíceis de limpar, requerendo cuidados adicionais durante o uso.
  • Para uma atividade agradável é importante um multímetro de design elegante.
 

Capacidade para medir:

  • Tensão igual ou menor que 100 µV (10 µV para entusiastas) até 600 V (1000 V para aparelhos valvulados).
  • Intensidade de corrente igual ou menor que 100 nA (10 nA para entusiastas) até 6 A ou mais.
  • Resistência igual ou menor que 100 mΩ e maior que 20 MΩ.
  • Capacitância de 1 pF até 1 mF ou mais. Alguns multímetros podem medir mais de 100 mF.
 
     
  Algumas empresas investem boa parte de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Se por um lado tais investimentos refletem no preço final de seus produtos, por outro estão mais bem-preparadas para construir produtos sérios, confiáveis e duráveis. E, ainda oferecer suporte técnico avançado e de pós-venda, como, por exemplo, garantia de muitos anos ou vitalícia. Admiro quem trabalha de forma séria, respeitável.  
     
 
 
É possível começar o hobby da eletrônica com apenas um multímetro simples.
- Um único multímetro é suficiente?

- Sim.


Um único multímetro é adequado para o hobista ou entusiasta. No caso deste último é natural ter dois multímetros ou mais. Um número maior facilita certos trabalhos, não sendo incomum o uso simultâneo de quatro multímetros.
 
  Certamente que não existe o multímetro ideal, com todas as características que desejamos. Um modelo pode ser excelente para uma terminada tarefa e não ter, por exemplo, uma função importante, presente em outro, ou apresentar um design que não seja do seu agrado. Este é mais um motivo pelo qual muitos possuem diferentes multímetros.  
     
  Exatidão e Precisão:  
  Naturalmente, quanto maior a exatidão melhor. Para cada escala e função de um multímetro haverá diferente margem de erro ou exatidão/precisão.  
  Expressa em percentagem, a exatidão é o maior erro de leitura admitido para um instrumento. Em outras palavras, o erro percentual demonstra o quanto a medição é exata. Portanto, quanto maior a exatidão, menor será o valor numérico que a representa. Por exemplo: um multímetro com especificação de 0,025 % é mais exato que outro especificado como 0,8 %. Mais esclarecedor, talvez, seria especificar que o aparelho apresenta determinado erro de leitura. É, porém, mais agradável ler que sua exatidão ou a precisão é de determinado percentual.  
  A exatidão especificada é quase sempre para a medição de tensões contínuas, em razão de ser a grandeza básica medida por um multímetro.  
  Exatidão é quão próximo o valor apresentado no display está de uma referência padronizada, ou seja, do valor “verdadeiro”. Já a precisão é a capacidade de repetir o valor apresentado. Alguns fabricantes especificam o erro como sendo a “exatidão” enquanto outros preferem usar o termo “precisão”. Todavia, exatidão é aceito como o mais adequado. Para melhor entendimento podemos dizer que ao calibrarmos um multímetro estamos ajustando a sua exatidão, pois mesmo descalibrado a precisão relativa permanece inalterada. Importante saber que um multímetro de alta precisão, devidamente calibrado, terá exatidão. Por outro lado, um multímetro de baixa precisão nunca terá exatidão, por maior que sejam os esforços para calibrá-lo.  
  De preferência a multímetros que apresentem percentual de erro menor que 0,5 % para medições em corrente contínua.  
     
  Resistência e Impedância interna:  
  A resistência de entrada mais comumente encontrada está por volta dos 10 Megaohm (10 MΩ), mas a impedância é frequentemente menor e, poderá variar conforme a frequência. Resistência e impedância devem ser altas para reduzir erros de leituras. Nem todos fabricantes, no entanto, as especificam de forma clara e diferenciada. Não raramente podemos encontrar, na ficha técnica dos aparelhos, os termos, resistência e impedância empregados indistintamente.  
  Vimos que a impedância de entrada de um multímetro deve ser alta no modo de medição de tensão. Por outro lado, deve ser a menor possível no modo de medição de intensidade da corrente.
A componente resistiva é geralmente dominante no modo de corrente, por conseguinte esta será a utilizada, neste texto, ao tratar de medição de corrente.
A resistência interna de um multímetro digital típico é de aproximadamente 100 ohms, na função de medição de µA. Isso significa que ao medir uma corrente de 100 µA em uma linha de 1 V, o multímetro introduzirá um erro de 0,99 %, e a corrente cairá para 99,01 µA, sendo esta a informação que leremos no display, somada ao erro natural do instrumento. Para a mesma corrente, mas em uma linha de 10 V, o erro será de 0,1 % desconsiderando a precisão do próprio multímetro. Alguns instrumentos, por outro lado, não seguem essa lógica, tendo resistência interna muito mais alta que a usual. O BK Precision BK2709B apresenta 500 ohms de resistência interna no modo µA. Já os Keysight (Agilent) modelos U1232A e U1233A têm a mesma resistência interna da função “Low Z” destes, ou seja, 2966 ohms. Tal característica reduz o risco de danos ao multímetro em caso de incidente, mas também pode causar grandes erros de leituras em circuitos eletrônicos de baixa tensão. Há de se notar que o manual de instruções sugere que, nestes modelos, a Keysight dedicou a medição de µA para testes de sensores de chama. Na prática, ao usá-los em uma bancada de eletrônica, para as mesmas condições citadas acima teremos erros de 22,88 % e 2,88 %, respectivamente. O erro introduzido desaparece em circuitos de corrente constante, desde que a queda de tensão sobre o instrumento não afete o funcionamento do circuito. Essa é uma característica que limita o uso de multímetros com resistência interna alta no modo de corrente.
Ao escolher um multímetro, sempre observe a tensão de carga (Burden Voltage). Quanto menor o valor em relação a corrente, melhor.
 
     
  Resolução:  
 
Os multímetros de 3 1/2 dígitos ou 2000 contagens eram o padrão há algumas décadas e continuam sendo instrumentos muito úteis. Hoje, porém, instrumentos de 3 5/6 dígitos ou 6000 contagens se tornaram comuns e acessíveis.

Em teoria quanto maior a resolução melhor, mas, na prática, para um multímetro portátil há um equilíbrio entre resolução, velocidade, custo e utilidade. Este equilíbrio atualmente está por volta de 4 1/2 dígitos e
50 000 contagens, para uso em áudio (2021). Um número muito maior de contagens pode resultar em lentidão, instabilidade na leitura, maior consumo de energia e custo elevado.
 

Fluke 8020B - 3 1/2 dígitos
 
 
O custo se eleva, em parte, porque a maior resolução exige circuitos muito mais precisos e, por consequência mais complexos. Caso contrário não haverá nenhum sentido no aumento do número de dígitos.
 
  Estes são alguns dos motivos pelos quais a alta resolução é mais adequada e proveitosa em multímetros de bancada, quando utilizados em laboratórios cujas condições ambientais sejam controladas. Um multímetro, de bancada, de 7 1/2 dígitos, por exemplo, não será aproveitado em sua totalidade se as condições de teste não estiverem sob controle e a grandeza a ser mensurada for instável.  
  Alguns multímetros portáteis oferecem a opção de selecionar, por exemplo, 50 000 ou 500 000 contagens na medição de DC. No entanto, tal recurso é pouco proveitoso na prática.  
     
 
 
Multímetros portáteis entre 4000 e 60 000 contagens são
apropriados para a bancada do entusiasta ou do profissional.
Não descarte, todavia, os multímetros de 2000 contagens.

Display de um multímetro de 50 000 contagens.
A contagem maior que cinquenta mil ocorre em razão da sobreposição de escalas. - Fluke 189
 
     
  A seguir veremos alguns modelos de HHDMMs. Reforçando o que foi mencionado na parte anterior, todos são apenas exemplos, não são recomendações. Alguns têm preços acessíveis, já outros podem estar fora do alcance de muitos de nós. Acredito, porém, que o conhecimento de tais auxiliará na formação de uma visão mais ampla sobre HHDMMs.  
     
     
  Fluke:  
  Estabelecida por John Fluke em 1948, a marca Fluke é quase sinônimo de multímetro digital. Se você vivenciou a eletrônica dos anos de 1970/80, deverá conhecer os ICL7107 e ICL7106. Ambos circuitos integrados da Intersil. De fato eles são versões de ICs projetados e construídos em parceria com a Fluke. A versão para LCD, 429100, foi desenvolvida pela Fluke para o multímetro 8020. Enquanto a versão para display de LED nunca foi utilizada por ela. A diferença entre os ICs originais Fluke e os ICL7106/07 está apenas no modo de seleção de fundo de escala. Segundo Taylor, na primeira versão dos ICL7106/07 ainda havia a logomarca da Fluke em suas pastilhas. Com efeito essa é uma história que rendeu uma briga judicial entre a Fluke e a Intersil. A qual terminou em um acordo, pois, naquele período, a Fluke dependia daquela parceria. Mais tarde, para não correr o mesmo risco com o Fluke 8060, a própria Fluke fabricou seu chip. Neste mesmo modelo, para o conversor True RMS, 605063, de Norm Strong, houve parceria com a Motorola, então um respeitado fabricante de semicondutores. Sendo que a Sharp foi outra forte parceira da Fluke.  
 
 
Fluke 87V
  17B+
4000 contagens, 0,5 %, AVG 500 Hz.
É um dos modelos mais simples da Fluke. As especificações são adequadas para uso geral.
   
  87V
20 000 contagens, 0,05 %, True RMS 20 kHz, bar graph. O Fluke 87 é um multímetro conceituado e, padrão da indústria há anos. Sua primeira versão data da década de 1980, estando atualmente na versão 5.
   
  287
50 000 contagens, 0,025 %, True RMS 100 kHz, conversão em decibels, bar graph.
   
    Site do fabricante
 
   
  Brymen:  
  Fundada em 1993 é o fabricante original ou fornecedor de tecnologia de multímetros digitais portáteis para alguns modelos de algumas outras marcas, tais como: Sanwa, Amprobe e Minipa.  
 
     

Brymen BM869s
BM235
6000 contagens, 0,3 %, True RMS 440 Hz.
 
     
  BM827
10 000 / 6000 contagens, 0,08 %, True RMS 20 kHz.
 
     
  BM839
6000 / 20 000 contagens, 0,045 %, True RMS 20 kHz, bar graph.
 
     
  BM857s
50 000 / 500 000 contagens, 0,03 %, True RMS 20 kHz, conversão em decibels (dBm), bar graph.
 
     
  BM869s
50 000 / 500 000 contagens, 0,03 %, True RMS 100 kHz, conversão em decibels (dBm), bar graph.
 
 
 
  Site do fabricante  
   
  Yokogawa:  
  A Yokogawa Electric Works (YEW), fundada em 1915 como um instituto de pesquisa, foi pioneira na fabricação de instrumentos elétricos no Japão. Em 1986, a atual Yokogawa Electric Corporation, mudou sua marca comercial de YEW para Yokogawa, nome de seu fundador.  
     
 

Yokogawa TY710
   
  TY520
6000 contagens, 0,09 %, True RMS 1 kHz, bar graph
   
  TY530
6000 contagens, 0,09 %, True RMS 1 kHz, bar graph
   
  TY710
50 000 contagens, 0,03 %, True RMS 20 kHz, conversão em decibels, bar graph
   
  TY720
50 000 contagens, 0,03 %, True RMS 100 kHz, AVG (Mean) 1kHz, conversão em decibels, bar graph
   
    Site do fabricante
 
   
  Kyoritsu:  
  A Kyoritsu foi criada por Takeo Kuramoto em 1º de maio de 1940.  
     
  KEW1062  
  Semelhante ao Yokogawa TY720
50 000 contagens, 0,03 %, True RMS 100 kHz / AVG (Mean) 1kHz, conversão em decibels, bar graph.
 
     
  Site do fabricante  
   
 
Para uma atividade agradável é importante um multímetro de design elegante.
 
   
  Keysight:  
  Fundada oficialmente em 1º de janeiro de 1939 por William Redington Hewlett e David Packard, a Hewlett-Packard, hoje Keysight, é um tradicional e respeitado fabricante e desenvolvedor de tecnologia de ponta. O local de sua fundação é um marco histórico do estado da Califórnia, reconhecido como: "Birthplace of 'Silicon Valley'" - "Local de Nascimento do 'Vale do Silício'".  
 
     

Keysight U1252B
U1242B
10 000 contagens, 0,09 %, True RMS 2 kHz, Medição de THD 40-500 Hz, bar graph.
 
     
  U1272A
30 000 contagens, 0,05 %, True RMS 100 kHz, conversão em decibels, bar graph.
 
     
  U1252B
50 000 contagens, 0,025 %, True RMS 100 kHz, conversão em decibels, bar graph.
 
     
 
 
  Site do fabricante  
   
  Gossen Metrawatt:  
  A Gossen Metrawatt foi criada em 1993 a partir da fusão da Gossen (1919) e da Metrawatt (1906).  
     
 

METRAHIT PM XTRA
   
   
  METRALINE DM62
6600 contagens, 0,4 %, True RMS 2 kHz, bar graph
   
  METRAHIT AM XTRA
12 000contagens, 0,05 %, True RMS 15 Hz - 20 kHz, bar graph
   
  METRAHIT PM XTRA:
60 000 / 300 000 contagens, 0,05 %, True RMS 100 kHz, bar graph
   
   
    Site do fabricante
 
   
  Hioki:  
  Em 1935 Mizo Hioki iniciou a fabricação de seus instrumentos, dando origem a HIOKI Electrical Instrument Works em 1938.  
 
     

Hioki DT4282
     
     
DT4256
6000 contagens, 0,3 %, True RMS 1kHz, bar graph
 
     
  DT4282
60 000 contagens, 0,025 %, True RMS 100 kHz, conversão em decibels.
 
     
     
     
 
  Site do fabricante  
   
  Interessante saber que alguns projetistas de instrumentos também são audiófilos, entusiastas de áudio e/ou projetavam equipamentos de alta-fidelidade. É o caso, por exemplo, de Van Harrison (Hewlett-Packard) e David Ryan Taylor (Fluke). Este é o motivo, por exemplo, do Fluke 8060 responder até 100 kHz e fazer conversão em decibel.  
  Lembre-se que é possível começar o hobby da eletrônica com apenas um multímetro simples, porém seguro, e gradualmente equipar melhor a sua bancada.  
   
  BK Precision  
  Em 1951 Philip Ban e Carl Korn deram origem a B&K Precision.  
     
 

BK Precision 393
   
  392
60 000 contagens, 0,08 %, True RMS 2 kHz, bar graph.
   
 

393
60 000 contagens, 0,08 %, True RMS 2 kHz, bar graph.

 

   
  Site do fabricante
 
   
  Sanwa:  
  A Sanwa iniciou suas atividades em agosto de 1941. No Brasil é bastante conhecida por seus multímetros analógicos.  
     
 
     
PC7000
50 000 / 500 000 contagens, 0,04 %, True RMS 20 kHz, conversão em decibels (dBm), bar graph.
 
     
  PC710
9999 / 6000 contagens, 0,08 %, True RMS, bar graph
 
     
  RD701
4000 contagens, 0,5 %, True RMS 50-500 Hz.
 
     
Sanwa PC7000
 
  Site do fabricante  
     
  Por serem populares, tanto a Fluke quanto a Sanwa sofrem com as falsificações. Seja qual for a marca escolhida por você, adquira instrumentos e acessórios, genuínos, nos distribuidores autorizados ou diretamente do fabricante.
Mais detalhes no site da Sanwa.
 
   
  Amprobe:  
  AM-160-A  
  50 000 / 500 000 contagens, True RMS 100 kHz, 0,02 %, conversão em decibels (dBm) bar graph.  
     
  AM-510  
  4000 contagens, 0,8 %, AVG 45-400 Hz  
     
  AM-530  
  4000 contagens, 0,8 %, True RMS 45-400 Hz, bar graph  
     
  Site do fabricante  
   
  Minipa:  
  Minipa é uma empresa brasileira, fundada em 1980 por Lee Suck Park. Em sua linha há produtos de diversos fabricantes. O nome Minipa tem como origem as palavras “Mini” e “Painel”, seu primeiro produto.  
 
 
Mnipa ET-1649
 

ET-1649 (sem qualquer sufixo):
6000 contagens, 0,7 %, True RMS 1 kHz. Na faixa de preços de até 300 reais (2015) apresenta boa relação custo/benefício. Em verdade ele é o UT139C, fabricado pela UNI-T (UNI-Trend). A UNI-T é um fabricante conhecido por sua linha irregular de produtos. Alguns são razoáveis, já outros decepcionam, no entanto. Um instrumento modesto, mas as especificações são satisfatórias para a bancada do amador. Sendo uma opção econômica para o hobista (200 reais em 2015) ou como um segundo multímetro para o entusiasta. As pontas de prova originais devem ser substituídas.

   
  ET-2517A
10 000 / 6000 contagens, 0,08 %, True RMS 20 kHz, bar graph. Creio que seja o único multímetro Brymen, atualmente, disponibilizado pela Minipa.
   
    Site do fabricante
 
     
     
  Na próxima parte comentarei a respeito dos osciloscópios. - Parte 5  
     
   
Fábio Maurício Timi - 19920.01
 
     
 
     
     
     
 
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